Talvez a impotência nos leve a submissão, uma submissão
forçada.
Gostar de alguém não é gostar de algo, pois a pessoa não é seu objeto.
Gostar de alguém não é gostar de algo, pois a pessoa não é seu objeto.
E mante-lá ao alcance
das suas mãos dará uma falsa ilusão de poder que resultará numa falsa
autoestima e provável infelicidade.
Certo duende teve momentos
de delírios amorosos com um
fauno, mas infelizmente esses momentos acabaram, os dois não davam certo,
acharam melhor serem amigos.
Porém um belo dia uma ninfa sentiu se atraída por esse fauno,
e este fauno demonstrava não ser alheio aos seus soturnos olhares.
Eles tinham coisas boas em comum, gostavam de correr totalmente nus pelos campos, de velejar pela Costa da Grécia e a ninfa adorava ouvir o fauno tocar a sua flauta doce.
Pois assim que ele partia, ela poderia sentir os lábios dele
quando fosse tocar.
Ela queria envolve-lo em seus braços, cantar uma canção de
ninar, aninhá-lo, amá-lo! De todas as maneiras carinhosas possíveis.
Mas ela não podia...
A ninfa sabia que o duende ainda o espionava as escondidas, que ainda sentia a falta do fauno, mesmo ela negando piamente que eram apenas amigos, e que não sentia absolutamente nada.
A ninfa sabia que o duende ainda o espionava as escondidas, que ainda sentia a falta do fauno, mesmo ela negando piamente que eram apenas amigos, e que não sentia absolutamente nada.
Certa vez a ninfa citou para o Duende que gostava da maneira
como o fauno girava, mas o duende a olhou como se estivesse encarando uma
potencial inimiga e disse :
- Ele é MEU passado
enamorado- colocando bastante ênfase no MEU.
Naquela dia, aquela ninfa ficou muito triste, não queria magoar seu amigo duende contando como se sentia, sentia a impotência de não poder lutar pelo o que seu coração clamava, e se submeteu ao bom senso de uma boa amizade, mesmo sendo com uma duende sem coração, e egoísta como aquele, a qual quer todos para eles, para que caso uma paixão não floresça, tenha uma “caixa de reserva” , fazendo o possível para que os seus permaneçam sozinhos e desimpedidos para ele, para manter a sua postura de poder e sua falsa autoestima, para assim esconder o seu medo da solidão e carência.
O que resta da Ninfa agora?
Naquela dia, aquela ninfa ficou muito triste, não queria magoar seu amigo duende contando como se sentia, sentia a impotência de não poder lutar pelo o que seu coração clamava, e se submeteu ao bom senso de uma boa amizade, mesmo sendo com uma duende sem coração, e egoísta como aquele, a qual quer todos para eles, para que caso uma paixão não floresça, tenha uma “caixa de reserva” , fazendo o possível para que os seus permaneçam sozinhos e desimpedidos para ele, para manter a sua postura de poder e sua falsa autoestima, para assim esconder o seu medo da solidão e carência.
O que resta da Ninfa agora?
Apenas se submeter forçadamente as dores de um coração
dilacerado.
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