Oi jovem amigo
Sou eu de novo
Vim aqui novamente te perguntar qual é a sua
Que tipo de pessoa você está querendo me tornar?
E por que justamente agora?
Por que tudo é tão confuso e doloroso?
Porque tudo que eu toco parece se desfazer em solidão e
tristeza?
Não estou te culpando, apenas quero desabafar.
Porque todos meus ombros já não aguentam mais a angústia da
falta de respostas.
Esse alguém... eu não o conhecia, e se instalou dentro de
mim como um parasita
Sugando toda minha felicidade, confiança e esperança
Me deixando aos trapos físicos e emocionais.
De que me vale a humanidade se esse vírus só deturpa tudo
que vem para mim.
Me tira a vontade de reagir, logo eu que sempre fui reativa.
Ele parece não ter cura, mas eu vou achar o tratamento
E como uma AIDS mental, que vai enfraquecendo meu sistema
racional.
Quem é meu jovem amigo? Olá coração!
Eu deveria te culpar como faço todas as vezes, mas dessa vez
vou assumir, te usar demais e esquecer o coleguinha cinzento dá em erros irreversíveis.
Eu não vou te jogar naquele cárcere que te joguei uma vez,
vou deixar você livre.
E apenas deixar que esse texto sirva como conversão desse vírus
Para que o que ele causar não cause mágoa ou dor, e sim uma arte abstrata indiferente aos olhos alegres.
Para que ele não me sugue mais e não cause mais o mesmo
desamor que causei em um certo coração.