sábado, 17 de outubro de 2015

Eu vou te converter, maldito parasita!

Oi jovem amigo

Sou eu de novo

Vim aqui novamente te perguntar qual é a sua
Que tipo de pessoa você está querendo me tornar?

E por que justamente agora?

Por que tudo é tão confuso e doloroso?

Porque tudo que eu toco parece se desfazer em solidão e tristeza?

Não estou te culpando, apenas quero desabafar.

Porque todos meus ombros já não aguentam mais a angústia da falta de respostas.

Esse alguém... eu não o conhecia, e se instalou dentro de mim como um parasita
Sugando toda minha felicidade, confiança e esperança

Me deixando aos trapos físicos e emocionais.
De que me vale a humanidade se esse vírus só deturpa tudo que vem para mim.

Me tira a vontade de reagir, logo eu que sempre fui reativa.
Ele parece não ter cura, mas eu vou achar o tratamento
E como uma AIDS mental, que vai enfraquecendo meu sistema racional.

Quem é meu jovem amigo? Olá coração!
Eu deveria te culpar como faço todas as vezes, mas dessa vez vou assumir, te usar demais e esquecer o coleguinha cinzento dá em erros irreversíveis.

Eu não vou te jogar naquele cárcere que te joguei uma vez, vou deixar você livre.
E apenas deixar que esse texto sirva como conversão desse vírus 

Para que o que ele causar não cause mágoa ou dor, e sim uma arte abstrata indiferente aos olhos alegres.

Para que ele não me sugue mais e não cause mais o mesmo desamor que causei em um certo coração.


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